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domingo, 6 de julho de 2014

Maternidade Ativa: Sobre febre e sobre a dor...

Original em Parto em Rondônia
 


Esta semana fomos todos em casa pegos por uma gripe! Febre, moleza no corpo e todas aquelas melecas de nariz que parecem adorar nariz de criança. Nos dizeres de Eleanor Luzes, citando a Nova Medicina Germânica , os vírus, bactérias e fungos são nossos aliados, então, procurei administrar os sintomas com tranquilidade, certa de que havia uma razão imunológica para tantos espirros, tosses e denguinhos...

Ouvi a seguinte frase que me fez discorrer mentalmente durante dias sobre a questão da dor e nosso mundo. Me perguntaram se eu havia dado remédio para a febre do Emiliano, eu disse que não, aliás, os dois livros mais modernos de pediatria que tenho em casa, não recomendam baixar a febre a qualquer custo (A Saúde dos Nossos Filhos e O que esperar dos Primeiros Anos). "Mas você vai deixar ele passando dor à toa?, contadinho...". Daí, pensei: será que a dor é mesmo à toa, desnecessária, em vão? Lembrei que li há uns 2 anos um livro chamado "A dádiva da dor", de um médico que observava chocado a tristeza que viviam pessoas que sofriam com hanseníase sem tratamento. O que aconteciam com elas é que elas passavam a não sentir mais nada em suas peles. As crianças corriam com cotos no lugar dos pés, sofrendo cortes, alheias à dor.

No caso, ele verificava o quanto era importante sentir dor. A dor é o sinal que nosso corpo usa para nos impelir a mudar. Mudar de posição, mudar de alimento, mudar de pensamento, mudar... oxigenar... dor é sinal de falta de oxigênio, de falta de vida... Pensando assim, a dor não deve ser combatida a todo custo, deve ser recebida e analisada, como um sintoma, não um mal em si mesmo.

No entanto, vemos o ocidente mergulhado num mar de dor e de analgésicos. Já existe até o medo de sentir dor, catalogado e estudado pela psicanálise. Fibromialgia, dor de coluna, enxaqueca, cólicas... dor que irradia, que martela, que dá pontada, que não pára... ai que dor! Cada um tem uma dor para chamar de sua.

Ao invés de reagimos à dor como deveríamos, por ser ela um sintoma, nós a combatemos. "Não me interessa saber porque minha cabeça dói, quero apenas que pare de doer", para alegria geral da nação de laboratórios de remédios, essa é a sentença de morte de todo mundo. Os médicos estão programados para tratar sintomas e se o paciente chega queixando de dor, nada mais natural que receitar um alívio imediato para essa dor. O alívio imediato infelizmente não significa alívio verdadeiro e profundo pois este muitas vezes dói muito mais que a dor. Sim, dói investigar as razões ocultas da dor pois isto envolve expor nossas fraquezas (fraco, eu?!), mexer na nossa lama... quem quer?

É difícil mesmo imaginar porque razão uma mulher, no alto dos seus 30 anos, quando for ter seu primeiro filho, não querer sentir dor. Passou anos recebendo mensagens fortíssimas de que dor não é bom, dor não serve para nada, dor é inútil, dor deve ser combatida. Então, como encarar um rito de passagem como o parto que tem a fama de ter a 'pior dor do mundo'? Ficou todos os anos de seus ciclos menstruais sentindo cólicas e tomando analgésicos para elas, sem contudo procurar descobrir porque seu útero gritava todos os meses. Claro, assim fazia sua mãe, suas tias, suas amigas. Quando a enxaqueca a acometia, corria para a farmácia e não para dentro de si. Porque razão esta mulher iria aceitar a dor do parto? "Não! De jeito nenhum, isto é grotesco, selvagem, animal... eu quero parto sem dor, quero filho sem dor". Ledo engano, o filho doerá de qualquer jeito, pois nossos filhos nos jogam na cara tudo aquilo que somos e o que não somos.

Já se disse por aí que a dor é inevitável, o sofrimento é que é opcional. Sim, escutem isto: a dor é inevitável! Repitam isto para dentro de si: a dor é inevitável. Vai doer, é o ônus assumido por estarmos aqui encarnados, mas nós podemos escolher se queremos ou não sofrer com esta dor. Este mistério da dor é fortíssimo quando lembramos da dor do parto. Já ouvi mulheres que dizem que não doeu, mas o meu parto doeu, mas eu não sofri. Eu estava feliz, entregue, recebendo a dor como minha aliada na dilatação e na transposição do meu rio da vida...

No livro 'Quando o corpo consente', uma das escritoras que é terapeuta diz que "a dor do parto é a dor que carregamos dentro de si", esta frase ecoou dentro de mim e fez todo sentido. Eu havia chegado às portas da maternidade com muitas dores, cicatrizes mal curadas, e tudo aquilo viria a mim, de qualquer jeito, de uma forma ou de outra. Foi então que eu pensei: se a dor é minha, então ela é minha parceira de vida, vou trazê-la, vou exorcizá-la, vou vomitá-la... e assim, eu recebi a dor como uma dádiva de Deus, uma ferramenta esplêndida da natureza.

Eu não procuro evitar a dor aos meus filhos, pois acredito que assim estou ensinando-os que a dor é inevitável. Mas mostro para eles a todo instante que sofrer sim é uma escolha e pode ser evitado.

Eles podem escalar suas montanhas imaginárias, surfar pelo quintal, pular seus obstáculos sabendo que podem cair e se machucar nestes percursos... é o ônus de brincar. Lembram? É como o ônus de estarmos aqui vivos e encarnados. Machucou? Doeu? É assim mesmo, brincando a gente às vezes se machuca; aliás, vivendo a gente às vezes se machuca. O que devemos evitar não é a dor e sim o sofrer. Todo mundo tem suas dores, mas nem todo mundo sofre.

Não enxergo como um coitado aquele que sente dor e sim aquele que sofre. Anos a fio preso às amarras do sofrimento, arrastando suas correntes, carregando suas cruzes. Tomando seus analgésicos: enriquecendo os laboratórios e empobrecendo sua alma.

Seja bem vida, bendita dor... quando te dói é sinal de que você está diante de uma maravilhosa oportunidade de encontro com seu eu interior. Não mascare nem encubra este magnífico momento.

Meu filho tem febre? Que maravilhoso! "Febre é tudo aquilo que um antibiótico gostaria de ser" (Ricardo Herbert Jones). Assim como a dor, a febre é só um sintoma , não um mal em si. Na maioria dos casos não precisa de tratamento convencional. Mas ele vai ficar com dor? Sim, a dor é maravilhosa! É o sinal de que ele deve recolher-se e deixar que seu corpo faça seu papel de agente de cura. Ele vai ficar com a dor, enquanto ela for dor e estiver ensinando seu corpo a se curar. Mas e sofrer? Ele vai sofrer? Não, se aprender que a dor é bem vinda e que vai passar.

Bom... o sofrimento, este sim, é em vão...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Um bebê saudável não é o bastante

Um bebê saudável não é o bastante. Por que tantas mulheres aceitam indicações esdrúxulas de cesárea, agendam cirurgias desnecessárias, abandonam o sonho de parir e passam a contribuir para a vergonhosa estatística de nascimentos cirúrgicos do nosso país?
Sei que as respostas são tão variáveis quanto as pessoas que se depararam com essa escolha. Cada mulher tem a sua história, seus medos e suas motivações. Mas, como antropóloga, acredito que a cultura pró-cesárea pesa muito forte nessa hora. Afinal, se todas estão fazendo, não pode ser tão ruim (algumas até dizem que “parto normal é anormal, normal é a cesárea”). Optar pela cesárea, no nosso Brasil atual, representa um alívio. Significa não precisar mais nadar contra a maré, peitar Deus e o mundo, ser chamada de louca ou taxada de masoquista (“pra quê sofrer??”). Nessa nossa cultura de valores invertidos (onde o que importa é o produto e as aparências, não as pessoas e seus desejos) e machistas (em que a vagina ou é “assassina” ou é “o parquinho do marido”), submeter-se à cesárea é “pensar no bebê” e “insistir” no parto normal é egoísta.
Pois eu não concordo. Não mesmo. Primeiro porque, apesar das crendices e dos mitos de cordões assassinos e vaginas deformadoras de crânio, a ciência diz categoricamente que a via vaginal é a melhor via de nascimento para um bebê salvo em raríssimos casos. E segundo porque eu não acredito que o parto se resume ao nascimento de um bebê – ou melhor, à extração desse produto bebê do corpo (traiçoeiro, descontrolável, perigoso) de sua mãe. O parto é da mulher, do bebê e da família e merece ser vivido de forma plena, crua e totalmente personalizada (e não por isso menos segura e prazerosa), por essa família. Quando o parto se torna “um mal necessário” para conseguir “um bebê saudável” – como ocorre na nossa cultura – todos saem perdendo.
Eis que essa semana li um texto publicado no site da organização Improving Birth, cuja missão é promover o cuidado baseado em evidências e a humanização do parto e nascimento, que caiu como uma luva, e quero agora compartilhá-lo com vocês. Escrito pela Cristen Pascucci, vice-presidente da organização Improving Birth e especialista em política e comunicação, o original pode ser encontrado no seguinte link e a tradução segue abaixo. Espero que gostem do texto tanto quanto eu*."
*Clarissa, de "a mãe que eu quero ser" antropóloga de formação, editora de livros de profissão, feminista de coração e ativista da maternidade consciente por vocação. 

Um bebê saudável não é tudo o que importa

por Cristen Pascucci


Ouvimos toda hora que “um bebê saudável é tudo o que importa”. Isso simplesmente não é verdade – especialmente quando, com mais frequência do que deveria, o que queremos dizer é que, tanto para mães quanto para seus bebês, basta “sobreviver ao parto”. Isso não chega nem perto de ser bom o bastante.
A verdade é que hoje, aqui e agora, o padrão não só pode como deve ser mais alto: um bebê saudável, uma mãe saudável e uma experiência positiva e respeitosa para todos, centrada na família.
Por que isso é tão importante? Porque o que nós esquecemos quando o foco é meramente em “sobreviver” ao parto é que, para mães, dar à luz não representa só um dia entre muitos dias de suas vidas. Para a grande maioria de nós, o parto não se resume à extração de um feto de nossos úteros da maneira mais eficiente possível.
O parto é uma experiência marcante, que fica gravada na memória para sempre. Pergunte à maioria das mães como foi o seu parto e você vai ver e ouvir a emoção vir à tona enquanto compartilham suas histórias – histórias estas que, boas ou ruins, nós revivemos intensamente e com frequência, queiramos ou não. E não esqueçamos que nossas experiências podem ter consequências importantes, duradouras e permanentes para a nossa saúde. O parto afeta o puerpério (quem nunca ouviu falar nos baby blues, aquela melancolia pós-parto?), os relacionamentos com nossos bebês e nossas famílias, e nossas atitudes perante nós mesmas e os partos que teremos no futuro.
Para os bebês, trata-se de sua primeira impressão do mundo e daqueles que serão seus principais cuidadores. Estamos comunicando aos nossos bebês desde o primeiro dia o que é o mundo, se é ameaçador ou seguro, e como nos relacionamos com esse mundo. Essa relação não poderia ser muito melhor se adentrássemos a maternidade fortalecidas pelo parto, confiantes e apoiadas?
É claro que no mundo real o parto não segue o padrão de um livro texto; complicações, mudanças de planos e desfechos indesejados acontecem. Mas mesmo nesses casos, uma mulher ainda pode ser respeitada e apoiada. Talvez não sejamos capazes de controlar a natureza, mas podemos sim controlar como tratamos as mulheres durante o trabalho de parto e nascimento. Até quando acontece o pior (especialmente quando acontece o pior!), não há nenhuma desculpa para um tratamento que não demonstre o máximo de respeito, deferência e compaixão pela parturiente enquanto ela faz suas escolhas.
Porque o que é mais curioso sobre a frase de “bebê saudável” é que, com tanta frequência, ela é empregada para justificar uma experiência decepcionante, difícil ou traumática. É dita por nossos médicos, nossos amigos e nossos parentes enquanto ainda não nos recuperamos do choque do que acabou de acontecer: enquanto tentamos entender uma experiência que fugiu, inesperadamente, ao nosso controle. E sim, também dizemos a frase para nós mesmas.
Então qual é a peça chave para um novo padrão? Somos nós! São as mulheres cujo dinheiro alimenta a indústria que nos provê desses serviços e cuidados. Embora muitas não tenham se tocado disso, somos nós que estamos com a faca e o queijo na mão. Imagine o que aconteceria se nós, milhões de mães e pais e seus amigos, de fato tomássemos para nós esse poder e fizéssemos uso dele.
Podemos começar pela educação, nos informando sobre o que seria um cuidado digno – respeitoso, baseado em evidências – e daí passando a buscar esse cuidado com consciência crítica quando conversamos com potenciais médicos. Podemos ficar atentos aos sinais de alerta – coisas como ouvir do médico que “não será permitido” ou que você “não pode” fazer tal coisa – e parar de ignorar nossos instintos! Na minha opinião, escutar uma frase como “um bebê saudável é a única coisa que importa” se encaixa nessa categoria. Essa frase me diz, “o que quer que aconteça na sala de parto/centro cirúrgico, você não terá o direito de reclamar. Se nós lhe entregarmos um bebê vivo, fizemos o nosso trabalho.”
Por fim, e talvez o que é mais importante, podemos exercer o nosso poder abandonando aqueles médicos que não nos oferecem bebês saudáveis, mães saudáveis e uma experiência positiva, respeitosa e centrada na família.
Para mães e bebês, sobreviver ao parto não é o bastante. É só o ponto de partida.

“Pelo menos você tem um bebê saudável”, 

Parto em casa, passo a passo

Por Ana Cristina Duarte

Apesar da mídia ter, nos últimos tempos, aumentado a visibilidade sobre o tema do parto domiciliar, cada vez que eu participo de uma conversa sobre o tema, eu percebo que a maioria das pessoas não faz a menor idéia de como ele acontece na vida real. No terreno da fantasia a mulher sente dores, seu marido chama a parteira. Ela chega com uma sacolinha com alguns panos brancos e uma tesoura.
Ela faz o parto, de certa forma faz o menino nascer, dá um tapa no bumbum, limpa tudo, faz uma sopa, tira o avental sujo e vai embora para casa.
Vou então contar como que acontece, tipicamente, o atendimento de um parto em casa no ambiente urbano, por parteiras profissionais.
Embora existam outros modelos, esse é o que eu e outras obstetrizes e enfermeiras obstetras conhecidas praticamos nos grandes centros.
1) Pré natal: durante a gravidez a parteira vai verificar os exames pedidos pelo médico, vai conversar muito sobre todas as questões de saúde, sociais, emocionais, alimentação, atividade física, trabalho, vai estabelecer um vínculo e uma relação de confiança com a gestante. A cada encontro são verificados todos os sinais vitais e a evolução da gestação, garantindo que apenas as gestantes de baixo risco continuem com o projeto do parto domiciliar. Aquelas que desenvolvem algum tipo de complicação, terão seus filhos em hospital, com a presença da parteira, se ela desejar.
2) Plano de parto: ainda durante a gestação, parteira e casal vão conversar sobre a equipe de atendimento, os riscos possíveis, as situações especiais que podem surgir, plano B (para onde e com quem ir em caso de transferência). Assim, caso seja necessário usar um hospital, a gestante já sabe para onde vai e quem será o médico que a receberá.
3) Preparação da casa: a parteira entrega ao casal uma lista de sugestões de como se organizar para o parto, os materiais necessários, alimentos e conforto para eles e a equipe. Juntos eles vão pensar onde armar uma banheira inflável, como levar água quente, como manter o ambiente aquecido, enfim, toda a parte da infra-estrutura.
4) Preparação para o parto: o casal receberá indicação de livros, páginas de internet, grupos de discussão virtual, vídeos, cursos e palestras que possam ajudá-lo a se preparar para o evento. O parto se constrói aos poucos, não só através do pré natal, mas também com a relação do casal com outros que estão vivendo essa mesma aventura. Conhecer outras histórias faz aumentar o repertório e a confiança no processo.
5) Quando o parto começa, em algum momento, pela descrição dos sintomas, das contrações e dos intervalos, a parteira vai ao domicílio da gestante verificar o andamento do processo. Nesse momento ela leva as malas com o material de atendimento que cabe a ela: descartáveis, drogas para hemorragia, material de sutura, material de emergência para o bebê, incluindo máscara de ventilação e em geral oxigênio. Mais ou menos que há numa sala de parto hospitalar, é colocado num parto em casa, porém de forma discreta e compacta. Banheira inflável, banqueta de parto e bola fazem parte do material de várias parteiras.
6) Após descarregar o material, a parteira vai fazer a verificação dos batimentos cardíacos do bebê e a dilatação (quando for necessário). Os batimentos cardíacos serão reavaliados a cada 30 a 60 minutos aproximadamente. É por esses valores que se verifica a vitalidade do bebê. Tudo é anotado num prontuário que ficará arquivado com a parteira. Caso a gestante esteja na fase ativa do parto, a equipe permanecerá até o fim. Caso ainda seja fase inicial, ficará a doula (quando for o caso) e a parteira cuidará de outros afazeres, até a fase ativa de fato começar.
7) Ao longo do processo a parteira estará junto, ajudando, avaliando e anotando. Quando o parto vai chegando ao fim, e começa a vontade de fazer força, a equipe vai preparar um canto para recepção ao recém nascido com material completo, caso seja necessário algum procedimento de reanimação neonatal. Começa uma certa movimentação, porque o bebê está prestes a nascer.
O parto vai acontecer na banheira, ou na banqueta, na cama, onde a mulher preferir. Por baixo, para receber o bebê, vai um lençol descartável. O bebê vai nascer e vai direto para o colo da mãe. Será enxugado e avaliado pela parteira e/ou pediatra (quando houver). Bebê que nasce completamente bem (99%), continua no colo da mãe, ligado ao cordão. Se precisar de estimulação, ou algum procedimento (1%), vai para a mesa de recepção que foi montada. Resolvido, volta para o colo da mãe.
9) Mãe e bebê juntos vão para a cama. A amamentação vai se iniciar. A placenta vai sair. A parteira vai avaliar a integridade da peça, vai verificar sangramento e se há necessidade de dar algum ponto no períneo. Fará os pontos, se necessários, com material estéril. O cordão será cortado em algum momento após parar de pulsar. Possivelmente após a saída da placenta. O bebê será examinado, pesado, vestido e entregue à mãe.
10) A mãe vai comer alguma coisa, vai se ajeitar na cama e permanecerá lá com o bebê e o restante da família. As parteiras vão organizar a casa, fazer a limpeza geral e deixar tudo pronto antes de partirem, cerca de 2 a 3 horas após o parto, levando o material e deixando a casa como era antes do parto. Ao longo dos próximos dias, mãe e bebê receberão as visitas pós parto da equipe, com avaliação e ajuda na solução dos problemas de amamentação.
E a vida continua!
Não parece simples?